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	<description>Manifestações de meus devaneios e pensamentos insólitos...</description>
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		<title>elogio</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 23:19:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minhas palavras censuradas.]]></category>

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		<description><![CDATA[Me disseram que eu era apaixonante. Ou melhor, uma pessoa disse. Uma única vez. Certamente, o elogio mais enebriante que já recebi. E como não seria? Poder cativar as pessoas por um olhar, por gestos simples, pela conversa interessante, e por tantos atributos que mal sei enumerar. Mas são obviedades. Pois se eu fosse realmente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=501&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Me disseram que eu era apaixonante. Ou melhor, uma pessoa disse. Uma única vez. Certamente, o elogio mais enebriante que já recebi. E como não seria? Poder cativar as pessoas por um olhar, por gestos simples, pela conversa interessante, e por tantos atributos que mal sei enumerar.<br />
Mas são obviedades. Pois se eu fosse realmente apaixonante, saberia as características necessárias para ser uma pessoa de tais qualidades. Mesmo que eu possa elencá-las em outra pessoa, não sou capaz de enxergá-las em mim, pelo óbvio.<br />
Não sou o tipo sedutora, misteriosa. Sou sistemática, um livro aberto mais que transparente, que pouco tem a oferecer. Não tenho os encantos de uma menina meiga e tranquila, sou nervosa, autoritária e territorialista&#8230; Não sou uma pessoa de andar fluido e modelar, sou daquelas que se perdem nas distrações de sensibilidades inúteis.<br />
Não possuo uma beleza estonteante, deslumbrante. Sou, antes, uma mulher que tenta fazer-se vista em seu lugar, com pouco sucesso. Nunca fiz uma pessoa tremer em suas bases por me ver, tampouco perder a fala ou me amar em silêncio. Conheci o que era o amor uma única vez, assim como aquela frase com três palavras e um encanto que não perdurou.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/501/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/501/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/501/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=501&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Em dias de chuva.</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2011 20:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minhas palavras censuradas.]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas é bem provável mesmo que somente eu tenha essas dores agudas no peito em dias de chuva. Esse hábito de observar dias cinzentos e sentir a tristeza neles, de sentir tristeza por eles. Só mesmo eu tenho tempo pra isso. Mesmo com toda essa chuva lá fora, o mundo continua se movendo, as pessoas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=497&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Mas é bem provável mesmo que somente eu tenha essas dores agudas no peito em dias de chuva. Esse hábito de observar dias cinzentos e sentir a tristeza neles, de sentir tristeza por eles. Só mesmo eu tenho tempo pra isso. Mesmo com toda essa chuva lá fora, o mundo continua se movendo, as pessoas continuam passando, os carros permanecem em seu curso inevitável aos afazeres de uma segunda-feira mais que comum.<br />
Ninguém observou a falta das nuvens no céu, a falta de expressividade nesse céu que ontem mesmo irradiava a felicidade de um domingo ensolarado e  extasiante. Hoje, as cobertas estão jogadas pelo chão do quarto, mesmo que a vontade seja a de me jogar pra debaixo delas e não sair de lá enquanto todos os meus problemas não estejam todos resolvidos.</p>
<p style="text-align:justify;">Não adiantou fazer mingau quentinho, encher a mesa de livros a minha volta, pra me dar aquela confortante sensação de que eu estou estudando e meus trabalhos estão se escrevendo sem a minha ajuda. Não adiantou também trancafiar-me em casa, fechar portas e janelas, aumentar o som do meu rádio e ouvir músicas antigas que costumavam perpetuar a sensação de torpor. Não foi o suficiente manter-me em silêncio durante um dia inteiro e deixar de lado todas as minhas obrigações&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">É como observar uma fotografia sem vida, esperando assistir uma grande produção <em>hollywoodiana</em> em minhas mãos. Quero sentir minhas pernas fraquejando, perdendo meu chão ao bater meus olhos em você, sentir o mundo rodar em uma fração de segundos e sentir-me tonta pelas próximas semanas. Quero ser egoísta, e tomar a liberdade que lhe dei de amar quem você quisesse. Quero esquecer meus problemas, e deixar de observar esse céu meu, esse céu eu, que mostra umas gotas quaisquer que caem, um choro incontido, que dos meus olhos não saem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/497/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/497/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/497/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=497&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Tudo era cinza</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Nov 2011 23:51:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minhas palavras censuradas.]]></category>

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		<description><![CDATA[Era silencioso o quarto. Somente esse som de nada lhe restara. Seus pensamentos esperneavam, seu coração acelerava em uma raiva descontínua, e ofegava em sua respiração. Não distinguia formas ou cores, tudo era cinza, sem gosto e sem cheiro algum. Sua mente divagava em momentos simples, conversas banais e agradáveis que lhe compraziam o ânimo, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=494&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Era silencioso o quarto. Somente esse som de nada lhe restara. Seus pensamentos esperneavam, seu coração acelerava em uma raiva descontínua, e ofegava em sua respiração. Não distinguia formas ou cores, tudo era cinza, sem gosto e sem cheiro algum.</p>
<p style="text-align:justify;">Sua mente divagava em momentos simples, conversas banais e agradáveis que lhe compraziam o ânimo, e que agora eram puro silêncio. Ah, que sensação mais devastadora! Essa, de quando se sente usurpado de um bem que nunca lhe pertenceu. Já se fora a voz, o abraço, o amor. Nada disso existiu.</p>
<p style="text-align:justify;">Deixou embeber-se pelos sonhos, num fluido dançar surdo, onde as palavras pareciam preencher um vazio há muito existente. Agora, o espaço desocupado parecia bem maior do que antes. Era um aperto no peito, como se pudesse sentir, literalmente, como é ter um coração partido.</p>
<p style="text-align:justify;">Seus olhos permanecem secos, embora sua alma pareça desvelar o pranto em uma voracidade incontrolável. Suas mãos estão trêmulas, mal escreve e tampouco consegue dizer o que sente. Escolheu calar-se por amor. Guardou-se em uma prisão para que outro pudesse ser livre em seu lugar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/494/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/494/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/494/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/494/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/494/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/494/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/494/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/494/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/494/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/494/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/494/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/494/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/494/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/494/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=494&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A presença da história em Esaú e Jacó:</title>
		<link>http://censuras.wordpress.com/2011/08/31/a-presenca-da-historia-em-esau-e-jaco/</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 11:30:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas críticas literárias]]></category>

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		<description><![CDATA[Reificação dos gêmeos machadianos a partir do regime político brasileiro Tendo por hipótese a reificação dos gêmeos machadianos a partir do regime político brasileiro, faz-se necessária a abordagem acerca da presença da História em Esaú e Jacó.  Sabendo-se que essa obra fora publicada no ano de 1904, o distanciamento temporal é mínimo entre os acontecimentos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=463&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align:left;" align="center"><strong>Reificação dos gêmeos machadianos a partir do regime político brasileiro</strong></p>
<p style="text-align:left;" align="center">
<p style="text-align:left;" align="center"><a href="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/mzl-pnabwekl-320x480-75.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-466" title="" src="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/mzl-pnabwekl-320x480-75.jpg?w=200&#038;h=300" alt="" width="200" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Tendo por hipótese a reificação dos gêmeos machadianos a partir do regime político brasileiro, faz-se necessária a abordagem acerca da presença da História em <strong>Esaú e Jacó.</strong>  Sabendo-se que essa obra fora publicada no ano de 1904, o distanciamento temporal é mínimo entre os acontecimentos históricos e aqueles apresentados no livro. Inevitável também é deslumbrar-se com o espaço reservado por Machado de Assis para marcar essa transição política. Levando-se em conta que neste dado momento da vida, o autor não lança críticas tão ácidas como em <em>Dom Casmurro </em>ou <em>Memórias Póstumas, </em>por exemplo, <strong>Esaú e Jacó </strong>torna-se uma espécie de romance panorâmico – onde Machado de Assis mostra a sociedade brasileira como ela é, sem atacá-la de fato. E, de maneira a compreender melhor a análise proposta, apresenta-se aqui um breve retrato histórico brasileiro, segundo algumas das considerações feitas por João Pacheco.</p>
<p style="text-align:justify;">Compreende-se que o Brasil enfrentara uma série de mudanças a partir do ano de 1850, quando da abolição do tráfico negreiro. Além disso, ocorre a mudança de pólo econômico para o sul do país com a cultura do café e os avanços tecnológicos, tais qual a construção de ferrovias por todo o país e a chegada do telégrafo. Contudo, em 1864 vem a guerra do Paraguai e desestruturação da economia, graças aos gastos com equipamentos bélicos, levando a uma repercussão no comportamento social e gerando novas necessidades de mercado.  Naturalmente, estas transformações atingiram o campo político. E, insatisfeitos, alguns desses políticos renunciam ao partido conservador – de ideais monárquicos – para filiarem-se ao partido liberal, e juntos formarem a nova agremiação: o partido progressista, cujas reivindicações<em> </em>incluíam a federação; a temporariedade do senado, já que esse era um cargo vitalício; e a extinção da escravatura. Todas essas idéias minaram de forma a conduzir o surgimento do partido republicano, com seu manifesto lançado no dia 3 de dezembro de 1870. Com isso, temos a campanha abolicionista, que institui a liberdade do nascituro de escravo em 1871, que, no entanto é bastante falha – visto que essas crianças tinham o mesmo fim de escravo que seus precursores. É este o ano que Machado de Assis escolhe para a apresentação dos gêmeos Pedro e Paulo, que também é o ano do nascimento de Flora, a amada desses irmãos.</p>
<p style="text-align:justify;">Já em 1870 começa a entrada de imigrantes no país, e com isso a mão-de-obra assalariada, causando outro desajuste na economia que geraria um novo estilo de vida.  Temos em 1881 as eleições diretas, e quatro anos depois, a lei sexagenária. Com a força dessas transformações, aumenta a cisão entre coroa e nação. E, um ano após o surgimento da Lei Áurea, estoura a república, e passamos – como veremos na obra – do que trata também a tese de mestrado de Luiz Fernando Godois Brito, que chama-se “Da rua do Ouvidor ao 15 de novembro &#8211; cotidiano e representações da cena carioca em Esaú e Jacó, de Machado de Assis”. E é inevitável advertir que a República não cessa o rebuliço na política.  Pelo contrário, muitos se manifestaram descontentes com o regime, que não resolvera os problemas da nação e acabara assim por não ser a república com que tinham sonhado; como faz exatamente o gêmeo Paulo: <strong>“A oposição de Paulo não era ao princípio, mas à execução. Não é esta a republica dos meus sonhos, dizia ele; e dispunha-se a reformá-la em três tempos, com a fina flor das instituições humanas, não presentes nem passadas, mas futuras.” (ASSIS, p. 197)</strong> Alguns esperam, como Pedro, a restauração monárquica. Com isso dito, é possível agora aprofundar-se nas linhas de <strong>Esaú e Jacó</strong>, de modo a confirmar a hipótese inicial.</p>
<p style="text-align:justify;">Dentro da obra machadiana, o romance aborda, sobretudo, a política brasileira da época – especificamente entre 1871 e 1894 – período que marca a crise e a queda do império e surgimento da república, mostrando a impossibilidade de colocar o Brasil em benefício de seu próprio povo. O enredo do romance centra-se na história dos gêmeos Pedro e Paulo, simetricamente opostos, e ao mesmo tempo tão idênticos. Enquanto este último tem aspirações pela medicina, o primeiro tem pelo direito. Mas são as questões políticas o centro de seu conflito, já que Pedro simpatiza pela monarquia – veja seu nome idêntico aos líderes monárquicos brasileiros – e seu irmão Paulo é mantenedor da república. A crítica machadiana ao sistema político brasileiro começa com a alusão à Bíblia quando Rebeca, ao sentir que os filhos Esaú e Jacó brigam em seu útero recorre a Deus perguntando-lhe o motivo, que em resposta lhe diz a haver duas nações em seu ventre. Aqui, as duas nações seriam o Brasil, que a partir da crise política de 1871 divide-se em fundamentalmente em monarquistas e republicanos. O nascimento dos gêmeos é, por assim dizer, uma alusão pertinente, visto que o próprio nome da mãe – Natividade – já carrega essa idéia, a indicar algo novo que é esperado. O que, entretanto não acontece. Daí a hipótese de que esses gêmeos, além de representarem a personificação dos dois sistemas políticos, também pintarem o quadro da unicidade. Machado de Assis expõe sua indiferença pelos sistemas igualando-os nas figuras de Pedro e Paulo, portanto. Idéia esta que é reforçada ao longo de toda a narrativa. Eis um trecho: <strong>“Talvez perdessem estando juntos, porque a semelhança diminuía em cada um deles a feição pessoal. (ASSIS, p.71). </strong>Em termos diversos, quando separados poder-se-ia ter a impressão de que não eram assim tão semelhantes, mas quando comparados, via-se sua condição de eterna eqüidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Dá-se o início da narrativa, como já dito, no ano de 1871, quando da visita de Natividade e Perpétua à cabocla que lhes contaria a respeito do destino dos gêmeos Pedro e Paulo. O capítulo, que é intitulado <strong>“Coisas Futuras”</strong> carrega bastante da intencionalidade de Machado ao retratar o cenário da política brasileira através dessas duas figuras tão gêmeas, e são exatamente coisas futuras e um grande destino que a cabocla Bárbara lhes diz estar reservado. Mas também indaga a respeito de algo que preocupa Natividade: <strong>“E não foi sem grande espanto que lhes ouviu perguntar se os meninos tinham brigado antes de nascer.” (ASSIS, p. 16). </strong>Comprova-se por este trecho a situação de um país dividido, como já mencionado outrora. Todavia, mesmo com tal indagação, a mãe tranqüiliza-se pela sonoridade das coisas futuras, o que reflete bem o impasse vivido pela sociedade brasileira do pós 1871. O tremor político foi de fato significativo e ninguém sabe mais o que acontecerá no futuro. O romance retrata o pessimismo e desorientação permanente, conseqüentes do abalo do sistema escravocrata e do surgimento da nova classe, voltada para o mercado exterior. Nos trechos seguintes, tem-se mais uma vez a idéia do porvir, da esperança. <strong>“Tornava a lembrar-se que, de fato, a gestação não fora sossegada; mas só lhe ficava a sorte da glória e da grandeza. A briga lá ia, se a houve, o futuro sim, esse é que era o principal ou tudo.” (ASSIS, p.21) </strong>Espera-se o mesmo da política, já que pouco importaria que existissem conflitos passados, contanto que o futuro fosse repleto de coisas magníficas. <strong>“Em verdade, qualquer outra viveria a tremer pela sorte aos filhos, uma vez que houvera a rixa anterior e interior. Agora as lutas eram mais freqüentes, as mãos cada vez mais aptas, e tudo fazia recear que eles acabassem estripando-se um ao outro&#8230;mas aqui surgia a idéia da grandeza e da prosperidade, &#8211; coisas futuras – esta esperança era como um lenço que enxugasse os olhos da bela senhora.”(ASSIS, p.48). </strong>Mais adiante na narrativa, há um trecho que é capital para o entendimento desta análise, trata-se de mais uma das metáforas de Machado para sinalizar o fim do império e a chegada da república: <strong>“Foi a última palavra da necrologia; paz aos mortos. Dali em diante, vingou a soberania da criança que alvorecia. [...] e por fim a esperança que  é a meninice do mundo.”(ASSIS, p.27-28) </strong>Metáfora que pode ser entendida como a morte do regime que é registrada, e a ascensão de um outro. Quanto à esperança como retrato da meninice, há aqui a representação da ingenuidade da sociedade brasileira em ainda crer nas mudanças.</p>
<p style="text-align:justify;">É ainda no escolher do nome que podemos perceber a imagem dos irmãos como plena equivalência: <strong>“Um dia, estando Perpétua à missa, rezou o credo, advertiu as palavras: “[...] os santos apóstolos S. Pedro e s. Paulo”, e mal pôde acabar a oração. Tinha descoberto os nomes; eram simples e gêmeos.” (ASSIS, p.29) </strong>Trazendo para a analogia dos regimes políticos, muda-se o nome, mas não o conteúdo.  Mesmo na infância, Machado de Assis já os coloca como dois seres incompletos que convergem verdadeiramente a um único: <strong>“Aos sete anos, eram duas obras primas, ou antes, uma só em dois volumes, como quiseres. (ASSIS, p. 45)</strong> Fato que o Conselheiro Aires, já quase finda a narrativa, reitera a respeito de quem chegaria primeiro ao poder: <strong>“Como nas missas fúnebres, só se troca o nome do encomendado – Petrus, Paulus&#8230;” (ASSIS, p.198). </strong>E além de iguais na aparência e na idéia que representam, são iguais em competitividade – que é outro ponto forte salientado por Machado de Assis na personalidade dessas personagens. Competem pela ambição de nascer primeiro, de amamentar mais e melhor, e, essencialmente, de alcançar antes o sucesso. Concorrem pelo amor da mãe e de Flora também.</p>
<p style="text-align:justify;">E esta última personagem é essencial para a concretização de toda essa análise, visto que Flora está em nome da resolução política. Cabe a ela escolher pelo amor de um dos gêmeos; ou seja, metaforicamente, é sua função definir se o país continuará monarquista ou republicano. A dúvida, a queixa, a tentativa de conciliar os opostos, tudo isso alimentou seu espírito ao estar em companhia dos gêmeos, que eram ambos tratados com a mesma consideração. Flora defendia-os em igual intensidade, como que os equiparando. No entanto, definha e morre antes de tomar qualquer decisão e os gêmeos ficam ainda mais distantes um do outro.  Tais oposições políticas<em> </em>vistas no geral são analogias daquelas que mais saltam aos olhos no Brasil, ordem e desordem, progresso e conservadorismo. Dessa forma, qualquer aspecto positivo está condicionado a um negativo e vice-versa e os efeitos dessa relação resultam no nada, ou melhor, morrem como Flora. E, tal objeto de desejo que era, seria natural que, uma vez que representava também a unificação das ambições dos gêmeos, com sua morte deveria vir a redenção. Contudo, há uma espécie de morte da dúvida, uma vez que se estabelece o governo apesar da não-escolha.</p>
<p style="text-align:justify;">Retomando a infância dos gêmeos, há um episódio que retrata já a inclinação política dos meninos, no momento em que alguém lhes pergunta sobre a data de seu aniversário, retratado no trecho seguinte do capítulo XXIII: <strong>“Paulo respondeu: – Nasci no aniversário do dia em que Pedro I caiu do trono. E Pedro: – Nasci no aniversário do dia em que sua Majestade subiu ao trono.” </strong>Mais adiante, já sonham em ocupar cargos em seu regime político ideal: <strong>“Paulo viu-se à testa de uma república, em que o antigo e moderno, o futuro e o passado se mesclassem, uma Roma nova, uma Convenção Nacional, a República Francesa e os Estados Unidos da América.[...] Pedro, à sua parte, construía a meio caminho como um palácio para a representação nacional, outro para o imperador, e via-se a si mesmo ministro e presidente do conselho.” (ASSIS, p. 73) </strong>E quando da abolição dos escravos, Paulo já atina discursos políticos, aos quais apenas dá voz, como coloca Machado:  <strong>“A abolição é a aurora da liberdade; esperamos o sol. Emancipando o preto, resta emancipar o branco” (ASSIS, p.47) </strong>Mas, Natividade – que é aqui figura conservadora a princípio, e logo saudosista –  não se dá conta que<strong> “[...]a frase do discurso não era propriamente do filho; não era de ninguém. Alguém a proferiu um dia, em discurso ou conversa, em gazeta ou em viagem de terra ou de mar. Outrem a repetiu, até que muita gente a fez sua. Era nova, era enérgica, era expressiva, ficou sendo patrimônio comum.” (ASSIS, idem.). </strong>Essa efervescência pode ser explicada com o trecho que segue, de acordo com o historiador Leôncio Basbaun: <strong>“A república era mais um sentimento estético que propriamente prático ou político. Era belo ser republicano, como era belo ser abolicionista” (BASBAUN apud. BRITO, p. 75). </strong>O que leva ao cerne da questão, visto que Paulo representa a verdadeira utopia, sempre em busca do inalcançável e insatisfeito com o presente; em suma, a espera de um futuro que jamais chegará.</p>
<p style="text-align:justify;">Isso é dito simplesmente porque, mesmo com a república estabelecida, e após sua árdua luta pelos ideais, e aqui, retomamos a citação inicial, Paulo sente-se desgostoso do regime e pensa que deve haver novas transformações. E num ambiente que até mesmo as personagens reduziam os gêmeos aos regimes políticos, era natural que tivessem que apaziguar os ânimos mantendo-se sempre “em cima do muro”. O conselheiro Aires – que além de grande observador dessa narrativa, é também voz da razão – conclui, portanto: <strong>“A razão parece-me ser que o espírito de inquietação reside em Paulo, e o de conservação em Pedro. Um já se contenta do que está, outro acha que é pouco e pouquíssimo, e quisera ir ao ponto que não foram homens. Em suma, não lhes importam formas de governo contanto que a sociedade fique firme ou se atire para diante.” (ASSIS, p. 198) </strong>São, de fato, o próprio impulso, o próprio regime – com os mesmos floreios e discursos: <strong>“</strong><strong>[...]as duas vozes confundiam-se, de tão iguais que eram, e acabaram sendo uma só. Afinal, a imaginação Fez dos dois moços uma pessoa única.” (ASSIS, p. 147)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Por fim, é necessário retratar um episódio que pode ser compreendido também como metáfora a troca de regimes, de maneira até mais aclarada, que é o da troca de tabuletas na confeitaria de Custódio. A ele são reservados três capítulos, propriamente, além da menção em outros. No episódio da tabuleta do Custódio, a visão do romancista <strong>traduz perfeitamente a perplexidade, um sentimento que a todos interpelava naquela época. </strong>Remetendo a <strong>idéias como trocar de fachada ou mexer em alguma coisa para mudar coisa alguma. </strong>Custódio é confeiteiro e precisa trocar a tabuleta de seu comércio, que já está velha. E “Confeitaria do Império” não condiz mais com a época política do seu país. Conselheiro Aires faz certas sugestões, tal qual “Confeitaria da República” e também “Confeitaria do Governo”. No capítulo <strong>“Tabuleta Velha”</strong>, percebe-se claramente que este nome substitui “monarquia” no trecho que segue: <strong>“Aires: – Pois reforme tudo. Pintura nova em madeira velha não vale nada. Agora verá que dura pelo resto da vida. Custódio: – A outra também durava, bastava avivar as letras.” (ASSIS, p. 97) </strong>E Machado continua: <strong>“Quaisquer que fossem as cores, eram tintas novas, tábuas novas, uma reforma que ele , mais por economia que por afeição, não quisera fazer; mas a afeição valia muito. Agora que ia trocar de tabuleta sentia perder algo do corpo.” (ASSIS, idem.)</strong> Mas Custodio faz advertência a ambas por compreender que poderia prejudicar-se pela não-aceitação do nome pelas oposições políticas. Resolve-se por tanto, por “Confeitaria do Custódio”. Contudo, tabuleta velha ou nova, o fim permanece o mesmo: o confeiteiro continuará enfeitando e fazendo as coisas parecerem o que elas não são. As duas nações do ventre não são apenas império e república, mas também um Brasil do progresso e do conservadorismo, da sofisticação e da miséria. Como rótulos de um mesmo vinho, os regimes alteram-se meramente na nomenclatura, assim como os gêmeos de Machado: <strong>“Aires quis aquietar-lhe o coração. Nada se mudaria, o regime , sim era possível, mas também se muda de roupa sem trocar de pele. No sábado, ou quando muito na segunda-feira, tudo voltaria ao que era na véspera, menos a constituição.”  (ASSIS, p. 125)</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>______________________________________________________________________________________</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong></p>
<p style="text-align:justify;">ASSIS, Joaquim Maria Machado de. <strong>Esaú e Jacó. </strong>São Paulo: Martin Claret, 2005. 206 p.</p>
<p style="text-align:justify;">BRITO, Luiz Fernando Godois. <strong>Da rua do Ouvidor ao 15 de novembro: </strong>cotidiano e representações da cena carioca em Esaú e Jacó, de Machado de Assis (finais do Império e primórdios da República).  1998. 102 f. Dissertação (Mestrado em História) – Instituto de Ciências Humanas, Universidade de Brasília, Brasília, 1998.</p>
<p style="text-align:justify;">PACHECO, João. In Realismo: 1870-1900(o). <strong>Capítulo I.</strong> 4. ed. São Paulo: Cultrix, 1971. pp. 7-11.</p>
<p style="text-align:justify;" align="center">RYAN, Marco Aurélio. In A OBRA DE MACHADO DE ASISS. <strong>Machado de Assis: um retrato materialista do Brasil. </strong>Brasília: Ministério das Relações Exteriores, 2006. Ensaios premiados no 1º Concurso Internacional Machado de Assis.</p>
</div>
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		<pubDate>Mon, 29 Aug 2011 11:58:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[&#8220;Something has changed within me. Something is not the same, I&#8217;m through with playing by the rules of someone else&#8217;s game. Too late for second guessing Too late to go back to sleep It&#8217;s time to trust my instincts Close my eyes and leap It&#8217;s time to try defying gravity I think I&#8217;ll try defying [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=450&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p style="text-align:center;">&#8220;Something has changed within me.<br />
Something is not the same,<br />
I&#8217;m through with playing by the rules of<br />
someone else&#8217;s game.</p>
<p style="text-align:center;">Too late for second guessing<br />
Too late to go back to sleep<br />
It&#8217;s time to trust my instincts<br />
Close my eyes and leap</p>
<p style="text-align:center;">It&#8217;s time to try defying gravity<br />
I think I&#8217;ll try defying gravity<br />
Kiss me goodbye I&#8217;m defying gravity<br />
And you won&#8217;t bring me down&#8230;</p>
<p style="text-align:center;">I&#8217;m through accepting limits<br />
Cause someone says they&#8217;re so&#8230;<br />
Some things I cannot change but &#8217;till<br />
I Try I&#8217;ll never know&#8230;</p>
<p style="text-align:center;">Too long I&#8217;ve been afraid of losing<br />
Love I guess I&#8217;ve lost<br />
Well if that&#8217;s love it comes at<br />
Much too high a cost&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Defaying gravity.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/450/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/450/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/450/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=450&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<description><![CDATA[&#8220;I&#8217;m broke but I&#8217;m happy I&#8217;m poor but I&#8217;m kind I&#8217;m short but I&#8217;m healthy, yeah I&#8217;m high but I&#8217;m grounded I&#8217;m sane but I&#8217;m overwhelmed I&#8217;m lost but I&#8217;m hopeful baby An&#8217; what it all comes down to Is that everything&#8217;s gonna be fine, fine, fine&#8230;&#8221; Alanis Morissette. Hand in my pocket.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=446&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/108181960.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-447" title="" src="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/108181960.jpg?w=300&#038;h=180" alt="" width="300" height="180" /></a></p>
<p style="text-align:center;">&#8220;I&#8217;m broke but I&#8217;m happy<br />
I&#8217;m poor but I&#8217;m kind<br />
I&#8217;m short but I&#8217;m healthy, yeah<br />
I&#8217;m high but I&#8217;m grounded<br />
I&#8217;m sane but I&#8217;m overwhelmed<br />
I&#8217;m lost but I&#8217;m hopeful baby</p>
<p style="text-align:center;">An&#8217; what it all comes down to<br />
Is that everything&#8217;s gonna be fine, fine, fine&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><strong>Alanis Morissette. Hand in my pocket.</strong></p>
<p style="text-align:center;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/446/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/446/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/446/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=446&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>incondicional</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 00:59:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras de outros poetas.]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem&#8221;. Antoine Saint-Exupéry<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=437&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">
<dl>
<dd></dd>
</dl>
<p><a href="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/sleepdog_iamblessed.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-438" style="border-color:initial;border-style:initial;" title="" src="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/sleepdog_iamblessed.jpg?w=300&#038;h=220" alt="" width="300" height="220" /></a></p>
<p style="text-align:center;">&#8220;O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem&#8221;.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Antoine Saint-Exupéry</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/437/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/437/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/437/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=437&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Inocência</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title></title>
		<link>http://censuras.wordpress.com/2011/08/24/433/</link>
		<comments>http://censuras.wordpress.com/2011/08/24/433/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 01:49:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras de outros poetas.]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;The scars of your love remind me of us They keep me thinking that we almost had it all The scars of your love they leave me breathless I can&#8217;t help feeling We could&#8217;ve had it all&#8230;&#8221; Rolling in the deep. Adele.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=433&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><a href="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/109726459.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-434" title="" src="http://censuras.files.wordpress.com/2011/08/109726459.jpg?w=214&#038;h=300" alt="" width="214" height="300" /></a></p>
<p style="text-align:center;">&#8220;The scars of your love remind me of us<br />
They keep me thinking that we almost had it all<br />
The scars of your love they leave me breathless<br />
I can&#8217;t help feeling<br />
We could&#8217;ve had it all&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align:center;">
<p style="text-align:center;"><strong>Rolling in the deep. Adele.</strong></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/433/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/433/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/433/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=433&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Inocência</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>fotografia amarelada</title>
		<link>http://censuras.wordpress.com/2011/08/24/fotografia-amarelada/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 00:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Minhas palavras censuradas.]]></category>

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		<description><![CDATA[Não é preciso me agarrar a nenhuma fotografia amarelada para saber que não reconheceria a garotinha pequena e tímida na imagem que hoje se forma no espelho. Aquelas minhas madeixas escuras e lisas, de menina potira, pouco se parecem com os fios rebeldes que moldam o meu rosto fatigado, que mal consegue formar um sorriso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=425&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Não é preciso me agarrar a nenhuma fotografia amarelada para saber que não reconheceria a garotinha pequena e tímida na imagem que hoje se forma no espelho. Aquelas minhas madeixas escuras e lisas, de menina potira, pouco se parecem com os fios rebeldes que moldam o meu rosto fatigado, que mal consegue formar um sorriso ameno. Nem mesmo meus olhos têm o mesmo brilho inocente e piegas de antes, de quem acredita nas coisas simples&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Ah&#8230; certamente aquela jovenzinha tagarela não se imaginaria pintada nesse cenário escurecido, emudecida, engolindo o pranto,  tentando entender uma infinidade de porquês não respondidos&#8230; Certamente, ela também se sentiria decepcionada de ver que o mundo real não se parece nem um pouco com o que imaginava.  O mundo dos adultos é cor-de-rosa, pensava&#8230; A liberdade deve ser deliciosa&#8230; Enfiada entre os livros, ela sempre pensou que o amor era algo maravilhoso e fácil, que o dinheiro lhe levaria aonde desejasse, que os amigos de infância praticamente morariam com ela, que a faculdade lhe traria empregos incríveis, e, sobretudo, que o coração seria mais fácil de se entender.</p>
<p style="text-align:justify;">Também não se sentiria nem um pouco satisfeita em saber que, quando crescesse, teria sentimentos ruins&#8230; que sentiria inveja das pessoas bonitas, pois a transformação de princesa que ela achou que teria, não aconteceu&#8230; que sentiria ódio de pessoas ruins, e às vezes de pessoas que nem se deu ao trabalho de conhecer melhor&#8230; que sentiria desejo por pessoas que não deveria, ainda mais sendo seu coração de um homem que ama&#8230; que se calaria para coisas que geralmente não faria&#8230; que brigaria quase todos os dias com a própria mãe, que já não suporta viver com ela, colocando-a para fora de casa&#8230; que não seria honesta em momentos talvez cruciais&#8230; que carregaria tanto rancor dentro do coração&#8230; que mentiria&#8230; que deixaria coisas importantes de lado&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Sem dúvidas ela também se entristeceria em saber que seu coração carrega um vazio imenso&#8230; das pessoas que perdeu, das oportunidades que não aproveitou, das palavras fortes que não deveria ter pronunciado, do silêncio que não deveria ter acontecido&#8230; das mágoas que alimentou&#8230; dos medos que fora incapaz de enfrentar&#8230; Ah, se ela soubesse que, quando crescida, ia se imaginar tão sábia e correta, e se descobriria tão falha e ingênua&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">Se ela soubesse como é confuso esse mundo que chamam de real&#8230; Onde não se sabe se existe mesmo certo e errado&#8230; Onde ela não é vista por ninguém&#8230; Onde seu sofrimento é compartilhado apenas numa fria tela de computador, uma coisa que ela nem saberia o que é quando criança&#8230; Se ela compreendesse que nada daquilo que sonhara aconteceria, teria desperdiçado seus sonhos, noites e lágrimas?  Se soubesse o que aconteceria a cada decisão sua&#8230;Ah&#8230; se esse aperto no coração pudesse desaparecer&#8230;</p>
<p style="text-align:justify;">
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/425/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=425&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Inocência</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Convite</title>
		<link>http://censuras.wordpress.com/2011/08/22/convite/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 23:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Inocência</dc:creator>
				<category><![CDATA[Palavras de outros poetas.]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sou a areia onde se desenha um par de asas ou grades diante de uma janela. Não sou apenas a pedra que rola nas marés do mundo, em cada praia renascendo outra. Sou a orelha encostada na concha da vida, sou construção e desmoronamento, servo e senhor, e sou mistério A quatro mãos escrevemos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=378&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><strong><a href="http://censuras.files.wordpress.com/2010/05/1468.png"><img src="http://censuras.files.wordpress.com/2010/05/1468.png?w=300&#038;h=186" alt="" width="300" height="186" /></a></strong></p>
<p style="text-align:center;">Não sou a areia<br />
onde se desenha um par de asas<br />
ou grades diante de uma janela.<br />
Não sou apenas a pedra que rola<br />
nas marés do mundo,<br />
em cada praia renascendo outra.<br />
Sou a orelha encostada na concha<br />
da vida, sou construção e desmoronamento,<br />
servo e senhor, e sou<br />
mistério</p>
<p style="text-align:center;">A quatro mãos escrevemos este roteiro<br />
para o palco de meu tempo:<br />
o meu destino e eu.<br />
Nem sempre estamos afinados,<br />
nem sempre nos levamos<br />
a sério.</p>
<p style="text-align:center;"><strong>Lya Luft.</strong> Convite.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/censuras.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/censuras.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/censuras.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/censuras.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/censuras.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/censuras.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/censuras.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/censuras.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/censuras.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/censuras.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/censuras.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/censuras.wordpress.com/378/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/censuras.wordpress.com/378/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/censuras.wordpress.com/378/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=censuras.wordpress.com&amp;blog=13065872&amp;post=378&amp;subd=censuras&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Inocência</media:title>
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	</item>
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